19 de fevereiro de 2018

Ar.Co: Workshops de Argumento


Serve o presente post para anunciar que começará esta semana uma série de workshops de argumento para banda desenhada na escola Ar.Co, em Xabregas, Lisboa, que está abertos a inscrições externas, servindo de cursos curtos. O formador é este vosso criado e amigo. As sessões são sempre às Quartas, entre as 18h30 e as 20h30. 

O público-alvo são todos aqueles que desejem aprender os primeiros passos em termos de planificação de uma história a ser contada visualmente ou artistas que pretendam melhorar os seus processos de trabalho. 

A primeira sessão, "autónoma", é já esta Quarta-feira, que funcionará como uma espécie de masterclass sobre o papel do argumentista na história da banda desenhada, mas também alguns dos desenvolvimentos contemporâneos, e uma breve panorâmica sobre alguns dos métodos empregues nas várias indústrias.  

Seguir-se-ão depois três cursos de três sessões de duas horas cada, dedicadas à escrita e desenvolvimento de argumento para banda desenhada (ou outros territórios contíguos) nas seguintes frentes: adaptação de contos, adaptação de poesia, criação a partir de imagens encontradas. Poderão inscrever-se em todos ou apenas em um, havendo conteúdos independentes. 


Para mais informações, visitem o site do Ar.Co [em «Formação» - «Ilustração/Banda Desenhada» - «Formação pontual»] ou telefonem para o 218801010. 

2 de fevereiro de 2018

Gravidez. Júlia Barata (Tigre de Papel)

De tempos a tempos, vemos a abertura de novos territórios na banda desenhada em Portugal. Gravidez, não sendo propriamente uma novidade em termos genéricos ou estilísticos, é-o todavia no seio da nossa própria cena, que ainda continua, apesar da sua mais recente saúde, arreigada a abordagens relativamente convencionais e expectáveis. Este livro, para além de ser a primeira experiência de fôlego da artista e ilustradora portuguesa radicada na Argentina, é também a primeira incursão neste campo criativo pela livraria-editora Tigre de Papel, tornando-se portanto duplamente uma “nova voz”. (Mais) 

24 de janeiro de 2018

Desenhos efémeros. António Jorge Gonçalves (Orfeu Negro)

Serve o present post para indicar que já está disponível o volume Desenhos efémeros, de António Jorge Gonçalves. Trata-se de um tomo considerável, com mais de 300 páginas, que reúne material fotográfico e documental das experiências em levar o acto de desenhar para os palcos preconizado pelo artista. Seja sob a forma de uma banda desenhada “explodida”, com a cenografia, figurinos, cenários, etc. de O que diz Molero, em 1994, sejam os primeiros “diálogos” de improviso com músicos a solo ou aos variadíssimos projectos de espectáculos de desenho ao vivo que tem vindo a desenvolver nos últimos anos, nos mais variados contextos, e em âmbitos distintos em termos de público, género, grau de interacção com os espaços, e as relações interartes implicadas, temos aqui um passeio cronológico dessa dimensão do seu trabalho.



O volume é sobretudo imagético, e é fruto de um aturado trabalho de arquivo, pesquisa e, necessariamente, uma espécie de longo gesto de agregação das colaborações de Gonçalves, vistas não apenas como momentos de aprendizagem, encontro, experimentação, interrogação, desenvolvimento do próprio artista e da sua lavra, como dos estímulos mútuos que permitiu tanto aos seus interlocutores criativos como aos públicos. Como modo de reforçar os conceitos que subjazem estes actos e ajudando à consolidação da história, o autor convidou várias pessoas para escreverem sobre esta dimensão, sobretudo junto a colaboradores de longa data. É assim que se arrola a presença de Rui Eduardo Paes, Carlos Pimenta e, claro, Nuno Artur Silva, com quem Gonçalves criou a série Filipe Seems, trazendo uma nova exigência à banda desenhada contemporânea portuguesa. Além dos ensaios desses três colaboradores, conta-se ainda com uma entrevista com Anabela Mota Ribeiro, deslidando o percurso e os desdobramentos sucessivos da linha, associando esses espectáculos à banda desenhada e ilustração, aos famosos desenhos no metro, a outras vertentes. Conta-se ainda com um breve texto deste vosso criado, numa tentativa breve de pensar as implicações específicas do desenho em performance, intitulado “Da efemeridade da retina”.